Parabéns a todos nós! Sobrevivemos às festas, aos brindes, aos primos faladores, aos pratos que nunca mais acabavam e à clássica pergunta “então e planos para o ano?”.
Mas agora é 1 de Janeiro e a verdade vem bater à porta… sem sequer bater, entra
logo.
Primeiro choque do ano: a carteira.
Abrimos
para ver o estado da nação financeira e aquilo parece uma paisagem
pós-apocalíptica. Só falta um grilo a fazer cri cri.
Gastámos
tudo em 2025.
Tudo.
Até o futuro ficou penhorado.
Este
mês de Janeiro já está oficialmente a ser reconhecido como o primeiro mês de 90
dias. Nunca mais acaba. Passa devagarinho, como se estivesse a ser arrastado
por um caracol cansado.
Segundo choque: a roupa.
Hoje
tentámos vestir as calças favoritas e percebemos imediatamente que elas
entraram em greve.
Os
elásticos, outrora amigos fiéis, transformaram-se em inimigos de longa data.
As
camisolas encolheram misteriosamente durante a noite (culpa da máquina, sempre
da máquina) e as calças só sobem até metade — de nós ou do ego.
O
espelho?
O
espelho mente. Só pode.
Porque
nós estamos óptimos, naturalmente. Foram as roupas que decidiram começar 2026
com personalidade própria.
Apesar
deste arranque gloriosamente trágico, há qualquer coisa de bonito no 1 de
Janeiro.
É
como abrir um livro novinho, mesmo que estejamos a lê-lo com o estômago pesado,
a conta vazia e um elástico prestes a ceder.
E por isso, aqui fica o mantra oficial do dia:
Que
2026 nos traga boa sorte, dinheiro suficiente para sobreviver ao supermercado,
paciência para enfrentar Janeiro e muita elasticidade — na vida, nos planos e na
roupa.
Feliz
primeiro dia de 2026!
Se
já estás de pé, já estás a ganhar.
O
resto resolve-se… depois de um café muito forte.
MBarreto Condado
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