D. Afonso Henriques foi aquele tipo de pessoa que acorda um dia, olha à volta e pensa: “Isto dava um país.”
E pronto, fez-se Portugal
— sem planos a cinco anos, sem powerpoints, sem reuniões com ata. Apenas muita
vontade, uma espada e um talento natural para convencer pessoas cansadas de
trabalhar no campo a irem marchar atrás dele.
Se vivesse hoje, Afonso
seria aquele amigo hiperactivo que aparece à porta a um sábado de manhã e diz:
— “Anda daí, vamos
conquistar qualquer coisa.”
E tu, ainda de pijama:
— “Mas… o quê?”
— “Logo se vê!”
Foi pioneiro no
multitasking medieval: discutia com a mãe, fundava cidades, batia recordes de
quilómetros a cavalo (sem cinto de segurança), e ainda arranjava tempo para
inventar fronteiras. Na prática, D. Afonso foi o primeiro português a
oficializar a arte nacional do desenrascanço premium.
Imagino-o no campo de
batalha, cheio de autoestima, a apontar para o inimigo como quem aponta para a
fila errada no supermercado:
— “Aquilo ali é
nosso.”
E a malta atrás dele, já
conformada:
— “Pronto… se o senhor
diz, vamos lá.”
No fundo, D. Afonso
Henriques provou duas verdades eternas:
- Os portugueses fazem milagres com
pouco.
- Nunca subestimes alguém que se
levanta cedo com ideias.
E assim nasceu Portugal:
com coragem, muita teimosia e a convicção firme de que tudo se resolve com um
bom impulso e uma frase de motivação meio improvisada.
E resolveu-se.
E ainda bem — graças a
ele, hoje estamos aqui a rir da aventura.

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