Oh, nobre povo lusitano,
de alma grande e passo humano,
herdeiro de mil epopeias,
de cafés lentos e ideias cheias.
De Camões temos a chama,
que na Ilha do Amor se inflama.
Hoje o palco é mais modesto —
um balcão, um galão, algum protesto.
Ser portuguesa é mais que sorte,
é amar a vida sem ter norte,
rir com gosto, chorar por dentro,
seguir em frente contra o vento.
Tenho orgulho — e não é pouco —,
de ser deste país tão louco.
Onde há beleza na resistência
e nobreza até na paciência.
Somos mar, memória e lutas,
esperança nas causas brutas.
De fado, força e ternura inteira
é feita esta alma verdadeira.
MBarreto Condado

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