És meu!
Chamaste-me impertinente, exagerada, compulsiva.
Chegaste a dizer-me que me tornara obsessiva.
Devo dizer-te que estás enganado.
Não é obsessão,
Saber que me pertences.
Não é obsessão,
Querer-te sempre ao meu lado.
Não é obsessão,
Desejar o teu olhar só para mim.
Não é obsessão,
Querer a tua atenção.
Não é obsessão,
Querer sentir o teu calor,
Não é obsessão,
Saber que os teus beijos são meus.
Não é obsessão,
Saborear-te mesmo quando não estás.
Não é obsessão,
Sonhar acordada em estar nos teus braços.
Não é obsessão,
Sentir o teu toque estando distante.
Não é obsessão,
Cheirar o teu perfume nos locais por onde passo.
Não é obsessão,
Ouvir a tua voz no fundo da minha mente.
Não é obsessão,
Querer-te para sempre.
A dor que sinto em mim quando não estás por perto é
a lembrança de um vazio que me atormenta.
Quero ter-te ao meu lado, respirar-te,
Deixar-me enlevar no som das tuas palavras
És meu!
Tudo à minha volta me leva permanentemente de volta
a ti.
À casa que conheço e amo.
És meu!
Tenho que te ter.
Chamaste-me louca.
Podia garantir-te que isso não é verdade
Pois o que sinto hoje, sempre, é desejo, enlevo,
necessidade.
Se obsessão é querer-te assim, sem limites ou
vontade própria.
Peço-te que me deixes perder nos meus devaneios de
te ter.
Então talvez venha a concordar contigo, talvez
esteja doida por te amar com esta intensidade.
Não sei contudo se será obsessão,
mas…
És meu!
MBarreto Condado

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